sexta-feira, 10 de abril de 2020

Todo o glamour dos quinze anos...


Sete amigas. Fomos buscá-las no colégio, depois da aula, antes do almoço. Dentre elas nossa filha Lígia. Ávidas por alegria, risadas e tititis como adolescentes que são.

Transmitiam todo tempo e a Anita(6a), que estava no carro comigo, logo se enturmou. Manuel foi com outro grupo não menos animado, mas a aniversariante foi comigo. Só ela sabia o que iria acontecer, para as outras era surpresa. Conheço a Lígia, ela precisava saber antes e não houve menos brilho por este detalhe.

Primeira parada, restaurante Dado Bier, Porto Alegre. Ali já foi uma festa e a menina que no carro confidenciou que não conhecia nenhum shopping de Porto Alegre, que adorava comer no SubWay embora só tivesse ido lá uma vez, se escondeu atrás de outra: - Meu Deus, me belisca, eu não acredito, disse olhando o entorno maravilhada. Gosto disso do colégio dos meus filhos, essa diversidade é educativa, prepara para a vida.

Sentaram numa mesa comprida e ficamos, Manuel, Anita e eu numa mesa próxima. A festa era delas, conversaram, riram, experimentaram e curtiram. Sim, cantaram parabéns com o bolinho em formato de dado, velinha de fogos e garçons cantando animadamente. Tudo que tinham direito. A aniversariante é por vezes contida e foi se soltando aos poucos, esta festa toda é para mim! Eu escolho, eu posso! Deu para perceber a mudança!

Algo inesperado

Passearam no shopping, fizeram sessão de fotos no banheiro (fiquei sabendo depois) e nos encontramos mais tarde. Ao entrar no carro expliquei: “vamos parar num posto de gasolina, o Manuel precisa abastecer o carro” e assim saímos do shopping. Vira esquina, ali e ali e alguém comenta:
 - Gente, olha! Uma limousine! 
Vamos perguntar se podemos tirar fotos?, aproveito a deixa. Rapidamente estacionamos os carros e descemos. O chofer, vestido a rigor, ajeitava alguns detalhes e elas entraram, maravilhadas. Me aproximei da porta louca para contar! Em seguida disseram: “Vamos descer; o tiozinho pode ficar chateado, já tiramos fotos”, pareciam desconfortáveis como se não devessem estar ali. 
Parece que ele está perdido, fiquem aí mais um pouquinho, respondi. E de certa forma ele estava, não sabia como chegar na nossa casa! Configura GPS, anota aqui e ali, combina trajeto e hora e intermináveis dez minutos se passam. 
Chegou a hora de contar, pensei com excitação. Coloquei o rosto pra dentro da limousine, esperei que todas me olhassem e falei bem claro:

 - Bom passeio. 

Elas se entre olharam sem entender nada e as mais rápidas explicaram para as outras até que todas gritaram de alegria! Ainda escutei um “eu acho que vou chorar”.
Gurias, sair pelo teto solar só quando o chofer disser que pode, água, suco e refrigerante a vontade, caixa de bombons e totozinhos. Ah! Detalhe! Tem uma champanhe aí que é sem álcool, podem tomar. Esta última instrução foi dada na última hora, nova gritaria. Duas horas de passeio. Viemos para casa com os carros em silencio, minha caçula dormiu. Em casa ficamos esperando por elas, até que ao longe escutamos um gritedo e sorri, só podem ser elas! E eram. 

Chegaram roucas, sem voz. “Foi legal tomar champanhe mas é ruim". Comi demais, disse outra. “Abanamos pra todo mundo!” Mami, o tiozinho é muito legal, eu só não abraço muito ele porque me dá vergonha! Ele nos avisava toda hora: gurias, quando eu parar nesta sinaleira vocês podem levantar. Ao invés de fazer o passeio por pontos turísticos de Porto Alegre vieram pela Assis Brasil, Cachoeirinha e Gravataí, contaram que chamavam as pessoas, abanavam, gritavam oi e se divertiram vendo alguns abanarem entusiasticamente, outros se acotovelarem puxando celulares para tirar fotos e ainda outros olharem com desdém, mas elas não estavam nem aí com isso. Aqui em casa, bem mais tarde, criaram no facebook um grupo para compartilhar fotos: As famosas de Gravataí!

Claro que tiraram mais fotos antes de liberar a limousine. Depois ainda passearam pelo condomínio, jogaram vôlei e dançaram com o Just Dance até cansar. Eu também fui convocada e dancei.

Da festa ainda rolou pizza, docinhos, jogaram Imagem e ação e conversaram. Era perto das 23h quando vieram buscar a última menina. Alguns pais aceitaram o convite para entrar e ainda pudemos conversar e compartilhar uma cervejinha, nós também nos divertimos! “Foi o melhor dia da minha vida”, “a minha mãe vai ter que me aguentar toda a noite contando”, “foi inesquecível” e até um: “tia, eu vou voltar”... assim cada uma foi se despedindo. Gurias bacanas, legais.

A Lígia ainda hoje, dois dias depois, se emociona quando diz que somos os melhores pais do mundo. Eu queria voltar e viver de novo aquele dia, diz.

E assim foi a celebração dos Quinze anos da nossa filha Lígia. Muito bem festejados, pois o mais importante aconteceu: Ela se divertiu muito. Não preciso dizer que também me senti realizada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

...

Fui bebê sonhada, desejada Fui criança amada, quase mimada Fui adolescente, briguei Fui mulher, entendi Fui mãe, compreendi Despedaçada... p...