Sabe
quando a gente conhece cada barulhinho da nossa casa? O estralar das telhas
pela dilatação térmica, um piso que range ao caminhar, um tlim tlim que é a
fresta da janela com o vento? Pois então, a constância nos faz driblar,
catalogar e ignorar alguns desses sons corriqueiros, normais, cotidianos;
nossos ouvidos são seletivos! São subterfúgios da mente!
A
constatação me veio um dia destes, quando acordei de madrugada e percebi que
meu amado ao lado dormia placidamente roncando mas foi o zim zim de um mosquito que me pôs em alerta e levou meu sono!
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